quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Questões de concurso - Magistério: VERBOS

Verbo é um assunto recorrente em provas de concurso público. Que tal exercitar seus conhecimentos? Seguem algumas questões. Boa sorte!



1- (Conesul / Professor I / 2010) “se não dermos a devida resposta à ameaça, ficaremos marcados na História...” Caso a flexão do primeiro verbo seja alterada para o pretérito: se não déssemos, a continuação correta será:
(A) ficávamos marcados na História
(B) ficaríamos marcados na História
(C) ficássemos marcados na História
(D) ficamos marcados na História

2- (FGV / Professor Adjunto / 2008) “A palavra ‘bárbaro’ provém do grego antigo e significa ‘não grego’.” (L.1-2)
Assinale a alternativa em que não se tenha flexão correta do verbo destacado no trecho acima.
(A) provêm
(B) proveio
(C) provieste
(D) provisse
(E) provimos

3- (FGV / Professor / Caxias / 2002) Assinale a alternativa em que NÃO se justifica adequadamente o sentido do tempo verbal em construções ocorrentes no texto.
(A) “a invasão é verdadeiramente arrasadora.” (L.27) − o presente empregado para expressar uma ação habitual.
(B) “Discutido e combatido, eu disse.” (L.40) − o pretérito perfeito empregado para se reportar a uma ação já realizada.
(C) “Que venha uma lei para sanear nossa cultura.” (L.41-42) − o presente do subjuntivo empregado para exprimir a vontade do falante.
(D) “Ninguém muda de fora para dentro.” (L.78) − o presente empregado para traduzir uma ação permanente, à maneira de um dogma.
(E) “Não será, sequer, o trabalho de uma só geração.” (L.89-90) − o futuro empregado para manifestar a expressão de uma possibilidade.

4- (FGV / Professor / Caxias / 2002) Assinale a alternativa em que ocorre uma forma verbal que NÃO foi empregada de acordo com a norma culta da língua.
(A) Ele interveio nos debates entre cultura e prepotência.
(B) Se ele se contradizer nos debates, será frustrante.
(C) Se ele se mantiver calmo nos debates, seus argumentos prevalecerão.
(D) Se eles se expuserem nos debates, o conflito de idéias será instigante.
(E) Ele reviu seus apontamentos antes dos debates.

5- (FGV / Professor / Caxias / 2002) Assinale a alternativa em que NÃO se depreende adequadamente o sentido da forma verbal em construções ocorrentes no texto.
(A) “Um homenzinho de nada − não parecia desses pilantras que costumam importunar Deus...” (L.8-9) − o pretérito imperfeito empregado para denotar, no passado, um modo de ser habitual.
(B) “Mas, pelo jeito, já devia ter tomado as suas.” (L.10-11) − o pretérito imperfeito empregado como forma de atenuar uma afirmação.
(C) “E foi refugiar-se atrás do balcão, enquanto se estabelecia o tumulto no bar:” (L.28-29) − o pretérito imperfeito para indicar, entre ações simultâneas, a que se estava processando quando sobreveio a outra.
(D) “Que é que está havendo aí?” (L.35) − o presente empregado para exprimir dúvida.
(E) “...aquele cara de coruja não pára de me importunar − explicou ele, irritado.” (L.36-37) − o pretérito perfeito empregado para indicar uma ação produzida em certo momento do passado.

6- (FGV / Professor / Caxias / 2002) Assinale a alternativa em que a forma verbal DESTOA da norma culta da língua.
(A) Aceitarei o trabalho que me proporem.
(B) Eu o entretivera durante um bom tempo.
(C) Poucos foram os que tinham intervindo no debate.
(D) Poucos se detiveram na análise do livro.
(E) Se eu o revir na rua, irei falar com ele.

7- (FGV / Professor / Caxias / 2005) “Como praticamente não existem estímulos para procurar essa carreira, o cenário poderá ficar crítico nos próximos dez anos.”([.17-19) Assinale a alternativa que não poderia substituir o verbo existem no trecho acima sem incorrer em inadequação gramatical.
(A) há de haver
(B) hão de existir
(C) haverá
(E) houve
(D) devem haver

8- (FGV / Professor / Ministério da Cultura / 2006) "...a partir de hoje tem dez novas seringueiras que em 15 anos vão estar chovendo sementes no quintal..." (L.10-12) No trecho acima, utilizou-se o verbo impessoal chover em sentido metafórico, possibilitando a existência de sujeito (seringueiras).
Assinale a alternativa em que o verbo impessoal tenha igualmente sido utilizado em sentido metafórico.
(A) Eles fizeram trinta anos de casados.
(B) Havia trinta pessoas presentes.
(C) Choveu uma chuva fininha.
(D) Ontem à noite trovejou muito.
(E) Existem muitos casos a resolver.

9- (FUNRIO / Professor / Itaboraí) Qual dos verbos a seguir, na segunda pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, é conjugado da mesma forma que o verbo do seguinte trecho: “Parecia calma.”(linha 1 – TEXTO 1 )?
A) partilhar
B) partir
C) ser
D) vender
E) ver

10- (CEPERJ / Professor / Belford Roxo / 2011) “Clareza e simplicidade não vêm de graça.” (l. 8/9) – o verbo vir está incorretamente empregado na frase:
A) Ontem vimos à biblioteca estudar.
B) Amanhã viremos à biblioteca estudar.
C) Hoje talvez venhamos à biblioteca estudar.
D) Sempre vínhamos à biblioteca estudar.
E) Vimos aqui hoje à biblioteca estudar.

11- (CEPERJ / Professor / Belford Roxo / 2011) “Há trinta anos...” (l. 1) – em alguns casos pode-se substituir o verbo haver pelo verbo fazer. A frase em que esse emprego do verbo fazer está correto é:
A) Faz mais de trinta anos as obras de Nelson Rodrigues.
B) Faz mais de trinta anos as incríveis crônicas de Nelson Rodrigues.
C) Fazem mais de trinta anos que Nelson Rodrigues morreu.
D) Fazem mais de trinta anos que sou leitor assíduo das obras de Nelson Rodrigues.
E) Fazem mais de trinta anos meus estudos acerca da obra de Nelson Rodrigues.

12- (CEPERJ / Professor / Belford Roxo / 2011) No verso “– Comera demais cuscuz –”, o tempo verbal indica:
A) um fato passado de maneira vaga
B) um fato passado anterior a outro fato passado
C) um fato que, embora passado, então era presente e teve curso prolongado
D) um fato passado permanente ou tomado como tal
E) um fato tomado como consequência certa e imediata de outro,
que é irreal ou não ocorreu

13- (CEPERJ / Professor / São Gonçalo) A forma verbal assinalada está concordando no singular por se tratar de um verbo impessoal na alternativa:
A) “O compenetrado pintor de paredes olhou as grandes manchas...” (L.1)
B) “ palavras que são armadilhas para os ouvidos...” (L.7)
C) “E consegui não rir.” (L.5)
D) “Talvez a palavra correta lhe lembrasse rato...” (L.23/24)
E) “ Tropeço também é linguagem.“ (L.15/16)

14- (CEPERJ / Professor / São Gonçalo)  “Nós não vamos começar a nos desentender?” (L.6) – o verbo em destaque é pronominal, bem como o verbo da frase:
A) Ela se maquiou para o marido.
B) Ela se queixou do marido.
C) Ela se encontrou com o marido.
D) Ela se tatuou para o marido.
E) Ela se matou pelo marido.

15- (CEPERJ / Professor / São Gonçalo) “Como se fôssemos casados?” (L.4) – o verbo em destaque está presente na frase:
A) Que tal se fôssemos ao cinema?
B) Se fôssemos felizes, não nos separaríamos.
C) Se ela quisesse, quando fôssemos ao cartório nos casaríamos.
D) Quando fôssemos à praia poderíamos jogar futebol de areia.
E) Tudo quanto fôssemos fazer seria sempre aplaudido por ela.

GABARITO:

1- B         6- A        11- E
2- D         7- D        12- B
3- E         8- A        13- B
4- B         9- D        14- B
5- D         10- A      15- B


sábado, 11 de junho de 2011

Gabarito Comentado - Magistério de São Gonçalo (Professor I) - CEPERJ / 2011

Leia o texto a seguir e responda às questões de número 01 a 10.

POR QUE O BRASILEIRO COMPRA LIVROS, MAS NÃO LÊ

Dos grandes autores, Saramago foi o mais comprado no ano que termina. Mas não terá sido o mais lido – Faulkner, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha também tiveram mais compradores que leitores. Por quê? São autores difíceis. Difíceis em quê? Eles propõem problemas aos leitores, a começar pelo problema da forma. O leitor médio brasileiro só alcança o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades. Não o constato para me vangloriar, pois a cultura intelectual não confere em si qualquer superioridade.
E por que a maioria dos brasileiros compradores de livros não consegue ler autores “de proposta”, que nos fazem estranhar a realidade, usando para isso alguma criatividade formal? A primeira resposta é óbvia: o nível da educação brasileira é baixo. Assim continuará nas próximas décadas, se não reformarmos o ensino.
Uma segunda resposta é que a filosofia morreu. Filosofia, como sabe o leitor, tem muitas acepções. A mais elementar é a de sabedoria. Uma acepção mais elevada é a disciplinar, sinônima de história da filosofia: sucessão de escolas, grandes pensadores e sistemas de pensamento que nos empurravam no antigo colegial. Nesses dois sentidos, a filosofia continuará viva por muito tempo. Mas não é em qualquer deles que falo ao dizer que a filosofia morreu; e sua morte é uma razão de os leitores brasileiros não conseguirem curtir autores como Saramago. É na acepção seguinte.
A filosofia que morreu foi a arte de interpelar o mundo, a começar por si mesmo, elaborando narrativas críticas da vida. Uma crença das últimas gerações é a do presente contínuo: passado e futuro, experiência e projeto, fundamento e destino, não servem
para nada. Não o constato com saudade do tempo em que as humanidades entupiam os currículos; não há nada no passado que deva ser trazido de volta.
Saramago vendeu muito, mas foi pouco lido. O português é um autor filosófico. Cada um dos seus romances propõe, sem resolver, um problema, a começar pela forma com que nos apresenta suas interpelações. É um autor difícil. Nós é que de uns anos para cá ficamos fáceis.
(Joel Rufino dos Santos, Revista Época, 28 de dezembro de 2010, com adaptações)

01. Dentre os problemas propostos aos leitores pelos grandes autores existe o da forma, que consiste na utilização da linguagem:
A) denotativa
B) conotativa
C) coloquial
D) culta
E) polissêmica

Resposta D
Comentário: Ao se referir à forma, devemos pensar, em primeiro lugar, na questão da norma culta (ou seja, formal) que é um grande problema quando não a dominamos.

02. No segmento “Não o constato para me vangloriar...” (l. 7/8), o pronome empregado em terceira pessoa refere-se:
A) ao autor do texto em análise
B) ao leitor médio brasileiro
C) ao parágrafo seguinte àquele em que o pronome se insere
D) ao período que precede aquele em que o pronome se insere
E) ao problema da forma enfrentado pelos autores

Resposta D
Comentário: Nessa questão, trabalhou-se o conceito de coesão, ou seja, quando um termo faz referência a outro. Aqui, é importante que o candidato volte ao texto. Quando o autor diz “Não o constato”, quer dizer que constata algo (representado pelo pronome oblíquo). Deve-se identificar o que foi constatado pelo autor. A constatação é de que “O leitor médio brasileiro só alcança o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.”. Isso está no período anterior, portanto a resposta só pode ser a letra D.

03. Segundo o texto, entende-se por autores “de propostas” aqueles que propõem:
A) atitudes
B) problemas
C) soluções
D) respostas
E) roteiros
Resposta B
Comentário: Pode-se identificar essa questão no primeiro parágrafo: “Eles propõem problemas aos leitores” OU no último parágrafo: “Cada um dos seus romances propõe, sem resolver, um problema”. (autores “de propostas” = aqueles que propõem alguma coisa. Nesse caso, a proposta são os problemas.
04. No trecho “Filosofia, como sabe o leitor, tem muitas acepções. A mais elementar é a de sabedoria.” (l. 16/17), na afirmativa em destaque, faz-se uma referência:
A) à fonologia do termo “sabedoria”
B) à morfologia do vocábulo “sabedoria”
C) à sintaxe da frase em destaque
D) à grafia simples da palavra “filosofia”
E) à etimologia da palavra “filosofia”

Resposta E
Comentário: Quando o autor diz que a acepção mais elementar é a sabedoria, quer dizer que é o sentido mais simples ou essencial, no caso é a sabedoria. Para isso, faz-se necessário o conhecimento da palavra filosofia cuja etimologia é philia que significa amizade e amor fraterno; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber.

05. No segmento “Mas não terá sido o mais lido...” (l. 2), o emprego do tempo futuro indica:
A) fato tomado como verdade universal
B) que o fato futuro é quase certo
C) a possibilidade de um fato passado
D) que o fato estará concluído antes de outro que lhe é posterior
E) ordem atenuada ou um pedido

Resposta C
Comentário: Embora o verbo esteja no futuro, é importante reconhecer o sentido do futuro do presente composto que é diferente do futuro do presente simples. (terá sido lido é diferente de será lido). O futuro do presente composto indica um fato posterior ao tempo atual, mas anterior a outro fato futuro (ex: Quando ele chegar, já terei saído). Ou seja, marca um fato passado.

06. Segundo o autor, a filosofia que morreu foi aquela que:
A) pode ser definida como “amor ao saber”
B) é entendida como história da filosofa e seus filósofos
C) se refere a sistemas de pensamentos filosóficos
D) é tida como sucessão de escolas filosóficas
E) faz questionamento sistemático do mundo e do eu

Resposta E
Comentário: Podemos identificar essa questão no primeiro período do quarto parágrafo: A filosofia que morreu foi a arte de interpelar o mundo, a começar por si mesmo...

07. Contém expressão expletiva ou de realce o segmento:
A) “Dos grandes autores, Saramago foi o mais comprado no ano que termina.” (l. 1/2)
B) “Mas não terá sido o mais lido.” (l. 2)
C) “Mas não é em qualquer deles que falo ao dizer...” (l. 20/21)
D) “A filosofia que morreu foi a arte de interpelar o mundo...” (l. 24)
E) “Cada um dos seus romances propõe, sem resolver, um problema...” (l. 32/33)

Resposta C
Comentário: expressão expletiva ou de realce serve para enfatizar uma ideia. A sua retirada não prejudica a estrutura sintática da oração. Podemos observar o emprego dessa expressão na letra C com a expressão “ao dizer” logo após o verbo falar.

08. Dentre os segmentos abaixo, aquele cujo verbo pode ser flexionado no singular ou no plural, sem prejuízo semântico-gramatical, é:
A) “E por que a maioria dos brasileiros compradores de livros não consegue...” (l. 10/11)
B) “Mas não terá sido o mais lido...” (l. 2)
C) “Assim continuará nas próximas décadas...” (l. 13/14)
D) “...não servem para nada...” (l. 27/28)
E) “Cada um dos seus romances propõe...” (l. 32)

Resposta A
Comentário: Em “a maioria dos brasileiros” encontramos sujeito partitivo (ou seja, a parte de um todo). Segundo a regra, quando há esse tipo de sujeito, o verbo tem duas possibilidades de concordância: concorda com o núcleo do sujeito – a maioria (termo no singular); ou concorda com o especificador – dos brasileiros (termo no plural).

Letra B – “Mas não terá sido o mais lido” – o verbo refere-se a Saramago (sujeito no singular).

Letra C – o sujeito simples no singular está no período anterior: o nível da educação brasileira continuará. Só há possibilidade do uso do verbo no singular.

Letra D – o verbo está posposto ao sujeito composto, portanto deve ficar apenas no plural – “passado e futuro, experiência e projeto, fundamento e destino, não servem para nada”. 

Letra E – Em “Cada um dos seus romances propõe...”, o verbo concorda com “um”, ou seja, fica no singular.


09. No trecho “O leitor médio brasileiro alcança o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.”, não determina alteração semântico-sintática e problema de coesão ou de coerência deslocar a palavra destacada no trecho, do seguinte modo:

A) o leitor médio brasileiro alcança o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.
B) O leitor médio brasileiro alcança o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.
C) O leitor médio brasileiro alcança o nível, dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.
D) O nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades alcança o leitor médio brasileiro.
E) o nível dos autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades alcança o leitor médio brasileiro.

Resposta B
Comentário: A palavra denotativa “só” equivale a “somente”. É importante saber que, ao deslocar essa palavra, pode provocar alteração sintático-semântica. Na frase do enunciado, a ideia é de que o leitor médio brasileiro alcança (no sentido de entender ou atingir) apenas (somente) o nível dos autores de entretenimento puro. O mesmo pode ser observado na letra B (alcança o nível dos autores).

Letra A – “Só (= somente) o leitor médio brasileiro alcança o nível” - significa que os outros não alcançam, apenas os médios e brasileiros.

Letra C – “alcança o nível, só (= somente) dos autores de entretenimento puro” – significa que não alcança o nível de nenhum outro autor, somente dos autores de entretenimento.

Letra D – “alcança o leitor médio brasileiro” – significa que o autor de entretenimento puro atinge só o leitor médio. Na verdade é o contrário que o enunciado disse.

Letra E – “Só (= somente) o nível dos autores de entretenimento puro alcança o leitor médio brasileiro” –o nível do autor que atinge o leitor médio e não o leitor que alcança o nível.

10. Observa-se o uso indevido da pontuação no segmento:
A) “Dos grandes autores, Saramago foi o mais comprado...” (l. 1)
B) “Difíceis em quê?” (l. 4)
C) “...autores de entretenimento puro, de autoajuda ou curiosidades.” (l. 6/7)
D) “Nesses dois sentidos, a filosofia continuará...” (l. 19/20)
E) “...fundamento e destino, não servem para nada.” (l. 27/28)
Resposta A
Comentário: Ocorreu transgressão na regra básica de pontuação: Não se separa sujeito do predicado – O correto seria “fundamento e destino não servem para nada”.


Link da prova: http://www.ceperj.rj.gov.br/concursos/saogoncalo2011/paginasaogoncalo.asp

segunda-feira, 25 de abril de 2011

REFORMA ORTOGRÁFICA - ACENTUAÇÃO

  • Cai o acento nos ditongos abertos "ei" e "oi" das palavras paroxítonas. 
ANTES          AGORA
idéia               ideia
jibóia              jiboia
jóia                 joia
odisséia         odisseia

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis,troféu, troféus.
  • Hiatos "oo" e "ee" não recebem mais acento;
  • Não existe mais o trema - salvo em nomes estrangeiros como "Müller";
Cai o acento diferencial

ANTES                            AGORA
pára (verbo)                    para (verbo)
pêlo (substantivo)            pelo (substantivo)

O acento diferencial permanecerá nos seguintes casos:
Pode (como presente do indicativo) e pôde (no pretérito)
Por (preposição) e pôr (verbo)

A terceira pessoa do plural de ter e vir permanece com acento, assim como suas variações. Eles têm, eles intervêm.
 

  • Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
ANTES                  AGORA
baiúca                     baiuca
bocaiúva                 bocaiuva
cauíla                      cauila
feiúra                      feiura

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Língua Portuguesa: a importância da norma culta.

Estudar uma língua a qual faz parte do nosso cotidiano parece fácil. Afinal, se conseguimos nos comunicar de maneira efetiva é porque temos conhecimento sobre ela. No entando, conhecer o básico não é o suficiente. Faz-se necessário um conhecimento mais específico no que diz respeito ao uso adequado da língua.

Quando nos deparamos com questões de concurso, por exemplo, percebemos que a oralidade está um pouco distante daquilo que é cobrado. Isso acontece porque há uma exigência do domínio da norma culta, portanto é importantíssimo o estudo da gramática. Além disso, entender a semântica do texto é fundamental para um bom resultado.

Pretende-se, com este blog, discutir assuntos concernentes à norma culta da língua, bem como refletir sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos de um enunciado, ou seja, de um texto.

Aceitam-se sugestões, comentários e dicas para o aprimoramento de nossos estudos.

Sejam todos bem-vindos e aguardem novas postagens!

Abraços,

Aline Aurora